Geo Rock ou geo bands ou geo music


Não precisa de muita ciência ou grandes estudos para dar um nome a uma banda de rock. Ou talvez precise. Talvez precise um pouco de literatura, quadrinhos, cultura pop. Não há uma fórmula pronta e boa, cada um tem seu jeito de fazer isso. Na verdade, basta ter uma boa idéia.
Alguns caras apelaram pro globo terrestre que tinham no quarto e tiveram a brilhante idéia de dar um tapa na bola e outro tapa no globo pra girar e botar o dedo onde parar será. Deu nesse post.
Rock'n'roll, rocha rolando. Parece redundância falar assim, parece redundância falar de geo rock. E é.
Existe uma categoria de bandas de rock com essa característica por usarem nomes de cidades, estados, países e acidentes geográficos. Eu os chamo de geo rock, pode ser geo bands ou geo music. O fato é que geo music também pode ser sobre títulos de música ou letras e isso seria seria muito abrangente pro meu saco de blogueiro. Mas lá embaixo falo qualquer coisa a respeito.
A maioria dessas bandas é detestável, clichê, abaixo do regular, bem ruim. Estão infiltrados em todos estilos possíveis, desde Nazareth a Ney Matogrosso. Incluí meu xará assim como boto no mesmo assunto o Engenheiros do Hawaii que podem entrar também no gênero curriculum vitae band. Tem o Architeture in Helsinki nesse gênero rock-envelope-pro-RH.
O Ney Matogrosso entra sem polêmica, poderia ser Fred Piauí e ia dar na mesma. Naquele falsete enjoativo ele canta qualquer coisa e bem. Cantou rock nos Secos & Molhados, mas acho ele um chato, por isso cá está.
O Matogrosso também pode entrar na categoria de rock flora ou botanist rock tipo Cranberries, Blind Melon ou Kate Bush.
Três geo bands me chamam atenção pela sua falta de originalidade musical e tesão fake (rock punheta?): Boston, Kansas e Chicago. Com relação aos caras, costumo dizer que
- Chicago, cago Boston, mas Kansas muito.
O Chicago é tão caprichosamente babaca que seus discos não têm títulos, têm números, Chicago IV ou Chicago XXVIII.
Tomanocu, parece linha de ônibus.
Ok ok, Led Zeppelin II e III. Mas vai comparar, ateu?
Ah sim, o Steve Morse tocou no Kansas. E daí? Ainda bem que saiu.
Existe o Tokyo de São Paulo e o Tokio de Tokyo. O Tokio japonês é um grupinho masculino (?) de voz e coreografia tipo Menudo. Isso ainda existe aqui nessas pragas plagas. O Tokyo paulistano é a banda debut do Supla, o nosso Billy Idol. O primeiro disco dos caras é bacana, houve um segundo?
Fiz uma lista dessa turma "olha de onde eu vim" ou "olha a cagada para toda a minha vida do meu dedo indicador". Saca só:
Egypt Central, Phoenix, Ibéria, Nazareth, of Montreal, Big Japan, Berlin, ABC, Indochine, Europe, Hanoi Hanoi, Asia, Brazil, UK, The United States of America, 38th Parallel, Alphaville, , Manchester Orchestra, Monaco, The Maine e o campeão em abrangência, o total: Atlas.
Tem umas coisas que considero meio geo rock tipo
Mountain, Angra, Copacabana Club, Guadalcanal Diary, Alabama Thunderpussy, New York Dolls, LA Guns, London After Midnight, The Sound of Philadelphia, The Presidents of United States of America, Leningrad Cowboys, Brothers of Brazil e Miami Sound Machine.
Também existem muitas coisas em geo rock que são absolutamente geniais como as canções
Penny Lane, Back in the USSR, Back in Bahia, Pipeline, Lua de Mel em Cubatão, São Paulo São Paulo (Premê), Surf in US, Route 66, Alabama Train, Hawaii Five-O TV Theme (antigo);
álbuns como Abbey Road, No New York, New York (Lou Reed), Não São Paulo e London Calling - os aqui da estante.
Claro que disco ao vivo não vale, algum local sempre leva o crédito por sediar o evento. Mas imagina o Chicago ao vivo em Chicago.
Nós somos os fodões em geo music, conseguimos. Temos Teodoro & Sampaio e Rio Negro & Solimões. Chega.
Último parágrafo para vomitar. Pra escutar tudo isso, precisa fazer uma Journey.
Vomite.

Control c + control v na história contemporânea

Eles protestam, morrem, pais carregam filhos mortos, véus escuros choram, tanques nas ruas. O governo cai, o EUA apoia o novo gabinete que é sempre provisório e vai ficando e depois contraria os EUA que resolvem invadir, eles protestam, morrem, pais carregam filhos mortos, véus escuros choram, tanques nas ruas.

Lutos, sósias ou quase isso - ou porque a minha morbidez não serve nem pra adubo


Tem gente que é meio imortal. Tem outros que morrem cedo. A maioria morre e a gente nem se dá conta ou não tá nem aí ou quer é mais.

O Steven Tyler é meio imortal. O cara tomou todas as drogas sólidas, liquidas e gasosas a vida toda. A maioria das pessoas que estiveram na mesma roda, já morreram. Ele não. Firme, forte e feio. A banda continua chinfrim desde que dizem que já foi boa, lotava estádios, há decadas fazem aquela coisinha que todo mundo gosta. Pra mim o Aerosmith está para o rock assim como Kenny G. está para o jazz.

Podia ser pior, podia ser Richard Clayderman para o piano. Não, nesse nível
é o Bon Jovi.

O Tyler é tão imortal que foi contemporâneo do Led Zeppelin. Hoje em dia muita gente não sabe o que é isso, o Led Zeppelin.

E o Led Zeppelin foi contemporâneo dos Beatles que foi de Elvis que foi de Nat King Cole que foi de Gershwin e se for assim a gente chega em Mozart em mais três ou quatro nomes.

Outro dia vi um comentário sobre o Rod Stewart muito bom. Era de uma garota inglesa que dizia que ah, claro, o velhinho que se acha e ainda come menininha. Pensei no Ron Wood que curte playmates. Aliás, Rod e Ron tocaram juntos no The Faces , também no tempo do T Rex, que não é uma metáfora, mas uma banda das antigas também.


Abri um site de notícias e vi a Elizabeth Taylor numa cadeira de rodas - parece estar nas últimas - e pensei que era o Steven Tyler.

Nesse momento que eu lia as notícias, a Nanci passou aqui atrás e perguntou olhando o monitor sobre os meus ombros:

- Michael Jackson?

Pra você ver que a piada anda solta e não é só minha. Mas tem a justificativa de que ela estava sem as lentes de contato e procurando os óculos.

Quando penso no The Faces e penso que eles eram medianos para serem lembrados por mim, penso também que Rod Stewart e Ron Wood são muito parecidos. O Rod é mediano e canta as duas mesmas canções a vida toda - e uma delas é plágio do Jorge Ben. O que salvou o Ron Wood da mediocridade foi ser convidado para tocar nos Rolling Stones.

Na verdade, acho que Ron Wood tem a cara e as rugas que é o meio do caminho entre Rod Stewart e Keith Richards, guitarrista (esse sim um imortal) dos Rolling Stones.


Tem também a maluquice de acharem o Tyler a cara do Mick Jagger. Compartilho dessa maluquice. Deve ser a boca com os beiços sobrando pra frente. Nem boto foto do cara aqui porque a cara dele é arroz de festa e todo mundo que lê esse blog sabe do que eu to falando.

Num dado momento da carreira dos Rolling Stones, Jagger e Richards eram chamados de "glimmer twins" ou gêmeos brilhantes ou algo assim. No Wiki diz que esse apelido foi dado a eles pelas namoradas Marianne Faithfull e Anita Pallenberg nas férias que passaram em 1969 no Brasil.
Será pelo excesso de coca? Será por causa do reflexo das areias de Copacabana?

As semelhanças são um grande círculo vicioso, considerando esses caras. Coitada da Liz Taylor que entrou no balaio só porque estava com os cabelos esgruvinhados e de óculos azuis.

Por falar em
cabelo, há décadas o Rod Stewart usa esse corte Xitãozinho. Ou será com cê-agá?

Tudo isso pra dizer que quem morreu no universo do rock foi o Gary Moore e não faz a menor falta nos meus ouvidos. Por isso a minha morbidez não serve nem pra adubo.

Fotos que eu gosto de bater


Nakano machi - Hamamatsu

Questão de foco

Sou corinthiano por uma questão de lógica: é melhor torcer pelo Timão do que qualquer outro time.
Assim dirão os outros torcedores de outros escudos por aí. E é assim que deve ser.
Meu time anda mal das pernas, da cabeça e do coração. Entramos nesse Centenário ávidos por uma comemoração maior e melhor do que fazer 100 anos.
Ora, são 100 anos, já se bastam pelo que representam!
Não se joga uma data assim no esquecimento e muito menos menospreza-se o evento. Sim, claro, poderia ser melhor se viesse um título. Mas não veio. Nem mesmo uma classificação. Para a maioria dos torcedores, essa classificação e eventual título da Libertadores parece ser mais importante que os próprios 100 anos. Não é, nunca será. É apenas mais um título. Temos muitos outros, teremos muitos mais. É um jogo.
Leio as notícias e vejo que torcedores depredaram os carros dos atletas. Isso é crime. Que jogaram pedras no ônibus. Picharam, xingaram, brigaram.
Volto a repetir, sou corinthiano porque o Corinthians é o melhor time do mundo, perdendo, ganhando, levando chocolate, é o melhor, sempre será no meu coração. Mas não é a minha vida.
Gostaria que tais torcedores gastassem essa energia pensando e agindo sobre questões um pouco mais importantes, como a reeleição de Sarney para Presidente do Senado. Isso é um problemaço. Para quem não sabe, muitos discos e livros não foram lançados no Brasil no governo Sarney (1985 a 1990) porque o país não tinha papel. Imagine o resto.
Discos de vinil não são feitos de papel, mas as capas são.

O Corinthians não tem um título sulamericano e o Brasil não tem um Prêmio Nobel sequer. O Peru e o Chile têm. A Argentina e a Colômbia. E estou falando só em literatura.
Eu gostaria de ver um brasileiro rindo à toa em Estocolmo, escritor ou cientista e a Globo tocando o tema das vitórias do Airton Senna. Não é ufanismo, é que é chegada a hora.
A mim não importa mais se o governo é de esquerda ou direita. Só quero que respeite o povo e sua Constituição.
Tem isso também, a Constituição não é do governo, ou da justiça ou do Congresso, é nossa. Chegou a hora de pensarmos muito e fazermos disso, o pensamento, um hábito nacional. Somos o país que mais importa jogadores de futebol, mas nenhum pensador. E acho mais fácil formular um pensamento do que dar um drible.
Educação, teto, cultura, três refeições, bom dia, boa tarde, boa noite. Simples e total.
Nós não somos os piores do mundo. Nem acredito no pensamento de Tiririca. Mas acho que tudo é uma questão de foco.

Passando pela sala

E então um diálogo te congela diante da tv:

Casal deitado na cama, acabaram de transar. Luz entrando pela janela. Penumbra.

ELE - Vamos para New Orleans.

ELA - Não me faça surpresas.

ELE - ... (sorrindo).

ELA - Mas não tenho nem mala.

ELE - Te compro uma. Vai ser ótimo, eu, você. A gente vai se divertir um bocado.

ELA - Olha, apenas me pague um jantar no restaurante X. Adoro a salada de espinafre de lá.

ELE - Você quer uma salada de aniversário ao invés de ir pra New Orleans?

Não perguntei nem o nome do filme pra Nanci. Amanhã assisto.