Porca miseria, mama



A gente ainda joga bituca na rua? Lixo na calçada?
Objetos nos rios? Coisas pelas janelas dos carros?
Lixo misturado? Mangueirada na calçada?
Século 21? Ótimo.
Foto Folha Online

Yeah



A Alemanha deu um passo ousado e vai eliminar todas usinas nucleares em seu território até 2022. Até que apaguem as luzes, tranquem as portas e joguem fora as chaves da derradeira usina, estamos aliviados com a promessa e aguardando seu feliz desfecho.

As Cores

Tipo as cores.


Cor de coisas multicoisas em pincel louco.


Cor de festa sob o pálido céu de março.


Festa noturna.


Cor maravilhosa dos panos voadores nos movimentos flutuantes de Cris.


Ela assim quis.


Cor dos brilhos, também sei dos brilhos e do reflexo dos mil sóis que sobrevoam uma boa e perfeita idéia.


Cor de átomos exibidos expandindo o universo desde o tempo zero do little bang.


Cor na plasma plana na oferta da vitrine - vou te levar pra minha sala.


Cor de propaganda com jardim matinal e margarina na mesa com crianças sorrindo.


Cor de cidade festejando 100 anos.


Hamamatsu está assim.


Cor de branco no algodão.


Cor de luz na fogueira. Cor.

Fotos que eu gosto de bater






































Rikisha em Takayama shi





Lavoura em Iwata shi e





Vão entre vizinhos em Shirakawa shi.





Três cidades, um Japão, uma primavera.

Gato (neko) por lebre (usagi)



Eu sou viciado em livrarias.


Mesmo sendo um analfabeto em japonês, capengando male male em dois dos três alfabetos - sendo dois silábicos e um de ideogramas - vou às livrarias só para estar lá dentro.


O prazer de saber que todos estão lá porque são curiosos por algo que nunca souberam ou leram ou viram, me alegra e satisfaz.
Em todas livrarias japonesas que estive, só consegui ler os dicionários em português e me sinto menos pior.
Estou atrás de clássicos da literatura infanto-juvenil ocidental para as minhas sobrinhas japonesas que moram na Europa e para elas, o acesso aos livros fica restrito à biblioteca da escola.
Pelo que eu soube, elas leram Anne Frank em mangá. Estou procurando esse tom.
O fato é que as plaquetas estão escritas em kanji e eu não sei como são as subdivisões internas.
Nessa livraria da foto, no Shopping Sun Street, pensei que tinha encontrado o veio da mina de ouro. Passeando entre as dezenas de prateleiras, encontrei escrito ノーベル (no-beru) e pensei, cara, são os prêmios Nobel! Finalmente!
Explico: na fonética japonesa não há o som de V que é substituido por B.
O L é substituido por R. Por isso Nobel vira Noberu.
Cheguei mais perto e fiquei procurando os Saramagos, Nerudas, Márquez, Camus.
Que nada, só tinha autor japonês e com umas capas muito frufruzinha.
Onde li NOBEL, era NOVEL (V por B), centenas de folhetins românticos meio fotonovela sem foto.
Fiquei sem jeito, tinha uma avózinha aqui e um nerd míope ali.
Desisti de procurar.
Fui pra prateleira de artes gráficas e fiquei folheando um livraço de fotos de art déco - ufa!

Estudantes e vozes e vozes sem gritos de gol

I

Junto à Apollo Piano há uma escola para afinadores e restauradores de pianos. Não, nunca estudei lá, aprendi na raça com meus dicionários.

Até o ano passado, os velhos mestres passavam algumas horas com os estudantes, uma vez por mês, se muito. Por causa da idade (70) os velhos foram saindo e ficamos nós, os quase-velhos.

Segundo a nova grade do curriculo desse ano, os estudantes passam duas horas por dia conosco, de duas a três vezes por semana. Nessa semana ficaram comigo.

É engraçado ver suas caras de surpresa com uma coisa que geralmente é corriqueira para mim. Isso deve ser o ato de ensinar o que se sabe. Nunca fui bom com essas coisas.

Talvez porque eu seja autodidata, canastrão, teimoso e meio lerdo.

Como ainda não me acostumei com o fato de que os japoneses não são irônicos em sua natureza como nós somos em nossa naturalidade e sutileza, às vezes acho que eles estão tirando sarro. Mas não, a cara e a surpresa são reais.

Quando dizia uma coisa completamente absurda com a cara mais séria e cínica do mundo, os garotos acreditavam e ficavam pasmos, chocados. Depois da quinta vez, aprenderam a rir.

Agora gargalham.

Ensinando, aprendi a moldar um pequeno latino de vinte e poucos anos dentro de uma mente straight como é a japonesa.

II

Hoje o carro da Nanci foi para a revisão obrigatória bienal, o shaken. Se o proprietário não levar o carro e trocar o selo que fica grudado no vidro, nem sei.

Não sei porque todo mundo faz a revisão.

Mas o caso não é esse.

O lance é que o cara que nos atendeu era um gordinho com uma voz muito fina, irritante, uma mistura de Tetê Espíndola + buzina-corneta de pipoqueiro + campainha de apartamento dos anos 70.

O outro lance é que quando ele ligou aqui em casa para dizer que tudo estava pronto para levarmos o carro e ouvi a voz dele me explicando os detalhes, a hora mais propícia e tal,

o visualizei exatamente como ele apareceu na minha frente, gordinho, baixinho, macacão da Shell e sempre sorrindo, simpaticíssimo.

Deve ter esse bom e fácil temperamento para compensar a voz.

III

Viram a capa da Veja dessa semana?

O Brasil vai sediar a primeira copa do mundo de futebol de várzea.

É uma volta às nossas origens nos tempos de Charles Muller. Será uma homenagem?

Em tudo que queremos fazer bem há sempre alguns detalhes que são preponderantes para que caduquem na origem. Uma coisa absolutamente ricarteixeirada. Às vezes, até merendas escolares passam por isso.

Aquele senhor com essas atitudes ricarteixeiras está para o futebol assim como analfabeto está para o livro.

Mário de Andrade disse: "Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil".

Uma ricarteixeirada acaba com os dois.

Na nossa história já tivemos craques com a elegância de Falcão, Rivaldo, Sócrates e Ademir da Guia. Estatísticas como as de Ronaldo Fenômeno e Rogério Ceni. Dribles de Mané. Tudo isso em Pelé.

Nossos capitalistas-mor já construíram usinas hidrelétricas na China e em países da África. Estradas nas Arábias e Iraque.

Então porque não constroem estádios em casa, no Brasil, com o mesmo vigor, considerando o nosso patrimônio humano?

Porque o Ricardo Teixeira não tem time, não torce pra ninguém. É um analfabeto de futebol e há décadas quer acabar com o futebol brasileiro.

Porque o Ricardo Teixeira vai fazer todo brasileiro que sair para o exterior ser motivo de chacota porque todos vão dizer que o brasileiro sabe ser o palhaço do circo, mas nunca será o dono, o apresentador.

Ironicamente, o da cartola.

ECO















































O espetáculo ECO, criado e encenado pelo grupo "Ai Se Cêsse 6", foi um sucesso de público e crítica no Festival de Teatro de Rua de Hamamatsu - 2011.
Todas as fotos são de Nanci Schimada.

Piada Interna

Quando a coisa tem preço barato, tem preço de banana, dizemos.

Pois aqui no Japão a banana está barata, a preço de banana filipina.

Eu já disse que acho banana uma coisa muito intragável.

Mas parece que no arquipélago filipino, banana dá mais que xuxu na serra.

Já vi banana e manga do México.

O leva-e-traz de banana pelo mundo parece estar a mil.

Qual é a piada?

Sei lá, escorreguei na casca da banana.

PS. Na vizinha usina de Hamaoka, por enquanto, tudo em paz.

los day by day



Apocalipse Now!




Segundo o grupo evangélico da Family Radio, o mundo vai acabar hoje, 21 de maio de 2011, às 18 horas.
18 horas de onde?
Segundo a ciência institucional, tem uma coisa de fuso horário ao redor do mundo, então qual?
Na foto acima, o vovozinho japa espera sentado o esquema the end que virá.
Mas claro que virá. Bagarai.

Mudanças

Anos depois, descubro que não gosto mais de Gilberto Gil.

Nem um tiquinho, nem uma saudade.

Isso aconteceu depois que percebi que nenhum dos discos que eu tenho dele foi tocado touch e tocado play neste século de onze anos de idade.

Há mais de uma década deixei o baiano de lado. Isso me intriga: nem Drão?

Nem Drão.

Assei umas alcatras e picanhas com uns amigos japoneses há algumas semanas e desde então não tenho comido carne vermelha. O mais próximo disso são alguns embutidos matinais.

Devo ter associado Gilberto Gil com açougue.

Outra coisa que deixei de lado também é assistir uma partida de futebol na tv, inteira, noventa minutos + intervalo + corrida rápida no banheiro pra não perder nenhum lance.

Neste ano ainda não vi nenhum jogo e não me sinto mais ou menos marciano por isso.

Mas isso tem uma razão que é o desdém que o meu país está tratando a próxima copa do mundo. Todo mundo quer ver a copa no estádio virando a esquina, mas ninguém quer fazer a copa tijolo com tijolo num desenho mágico.

Arregaçar as mangas.

Pra fazer tem que trabalhar e deixar de lado os papos furados. Os papos furados pra fazer uma coisa dessas deviam ter sido tratados há alguns anos pra, pelo menos, termos do que reclamar.

Mas nem isso temos.

Porque não temos.

Voltando ao Gilberto Gil, hoje dá pra dizer isso dele, do som dele que pra mim já era porque eu já disse que não gosto de Paul McCartney e isso é quase declarar-se nazista.

O Lars von Trier fez isso e promoveu o próprio filme em Cannes.

Eu promovo o que? Nada.

Certas coisas são puro placebo e certas idéias, propostas inócuas. Mas eu gosto dos filmes dele.

Tipo música baiana do século XXI ou Rihanna.

Não os filmes dele, mas esse tipo de auto-promoção.


Chega.

Depois não digam que o fato de eu estar ouvindo muito Motörhead ultimamente é crise de meia idade.

É pior.

Teatro de rua



Hamamatsu sábado 21 de maio entre o Zaza City e o Matsubishi entre as pessoas entre os atores entre os transeuntes entre os que passam e vão entre os que passam e ficam entre os atores entre os gritos entre as canções entre a sexta e o domingo entre 5 e cinco e meia entre e assista ECO do pessoal do AI SE CÊSSE 6 e tente ficar imune.

Silêncio na usina

Se quiser, clique na imagem para visualizar melhor.
Moro no ponto A. A usina nuclear de Hamaoka fica no ponto B e ela foi desligada hoje. Entre ponto A e B, uns 40 km.
Não haverá racionamento porque ela correspondia a apenas 12% do consumo da província de Shizuoka ken. Os outros 88% virão de outras usinas que não sei onde estão, mas não estão tão perto como essa. E se estiverem, é melhor não saber, acho.
O desligamento foi um pedido do governo central de Tokyo por uma questão óbvia de segurança. A usina fica na Rota 150, como se vê no mapa. Eu pego essa rota no verão para ir para a praia de Sagara e passo em frente à usina e mano, é grande.
Pelo caminho, há daqueles cataventos gigantescos e espero que multipliquem-se.
Mas o material radioativo continua por lá.
É como deixar o saco de lixo, mesmo que fechado, entre a porta da cozinha e da sala. Em algum momento, alguém vai tropeçar ou chutar o saco e tudo se esparrama, feito a batatinha da canção.
Esse alguém pode ser um terremoto, tsunami ou erro humano.
O fedor vai lotar sala, tv, batedeira e bolo de milho. Até que peguem a pá e a vassoura e abram janelas e liguem exaustores, o bolo de milho também virou lixo.
Então é melhor pedir uma pizza pra tudo acabar bem.

Sonhos, uma oitava acima

Acabei de sonhar com um amigo. Foi muito intenso, vivo.
Sonhei que ele era o Itamar Assumpção e que ainda morava na Penha.
Um Itamar com uma toquinha com cores jamaicanas, óculos redondos e barba branca, vegetariano.
Sonhei com uma cadeira de balanço, um prato de leite com sucrilhos, a tv ligada, uma varanda com cadeiras coloridas. A sala imensa.
Fomos de Ford Corcel branco, eu, um professor de história, um pintor galego e uma cantora.
Ela chorou depois que ele lembrou de uma gig num bar chamado La Signora. Tentou tocar no piano, não lembrou, mas assoviou o mesmo tema, a mesma improvisação.
Ah, como eu queria saber escrever uma partitura agora.

Mondocani e a farra do boi

Félix Mondocani sabe que o trocadilho de farra do boi com farra do boy é horrível, mas cita para desdenhar das coisas inteligentes.

Mondocani também avisa que está fazendo terapia que o sindicato paga a metade, mas só por vinte sessões.

Mondocani está na décima-oitava e na décima-quinta houve um incêndio num dos andares do prédio que foi evacuado, mas a moça do balcão do sindicato não quis saber se foi no começo da sessão, disse que não vai marcar de novo, vinte é vinte.

Mesmo fazendo terapia e tentando olhar o mundo mais azul, Mondocani quis dar com os dois pés na moça.

Mondocani é Félix, não Bruce Lee e homem que é homem quando tá numa boa vê o mundo azul e não cor-de-rosa.

Quando o terapeuta falou em mundo cor-de-rosa, Mondocani quase desistiu de tudo.
Ontem, hoje e há dez anos, só tem oriente médio no jornal.

Se não é oriente médio, é perto.

Pior foi ver no jornal que o bairro de Higienópolis não quer estação do metrô.

Pior foi pegar aquela passageira com o cachorrinho com cara de morcego branco e deixar ela ali na Angélica.

Pior foi ter vontade de largar a cheirosa lá em Corinthians-Itaquera só pra biltre rezar por uma catraca acompanhada de escada rolante e concreto por todo lado, ou seja, uma estação.

Mas o almoço estava bom, comentou Mondocani no lava-a-jato.

Comer, cagar e dormir, entre uma coisa e outra, a gente faz de conta que pode melhorar, concluiu Mondocani.

Terceiro passageiro gringo na semana.

Acho que tenho que aprender inglês, Mondocani falou olhando pelo retrovisor para a cara vermelha do americano risonho.

Pelo menos pra saber porque aquela gringa feiosa pinguça com voz bonita canta "no, no, no".

Vai saber.

Paquidermes planejam festas

Chuva torrencial lá fora. Estrada ensolarada dentro da minha cabeça.

As crianças estão dormindo.

O silêncio é maior na sala do que ao redor da panela de pipoca.

Amigos distantes com problemas próximos. Ei, eu só quero te ajudar.

Quero ler um beatnik e acender um cigarro sentado no chão da porta do clube de jazz. Quero ver Charlie Parker entrar.

Chuva torrencial lá fora e brotam magnólias em tudo que vejo.

Em algum lugar da cidade alguém gritou de pavor.

A possibilidade disso ter acontecido é imensa. Há baratas, vermes. ratos, pocilgas e espelhos.

O sol ronda a sombra e nunca a invadirá.

O sol é tudo, mas isso não.

Nem tudo é possível aos deuses mais visíveis.

Deuses não visitam o passado. Deuses moram no passado.

Deuses nas sarjetas e nas esquinas caídos de bêbados.

São tantos os deuses bêbados e brigões e então para que serve o egoísmo de um?

Para a dor, o medo, o frio e a claustrofobia no deserto.

Parem a dor, o medo, o frio e a claustrofobia no deserto.
A solidão não percebe você próximo de si.

Hoje quero menos sons.

Hoje quero sonhar.

Quinta-feira 12

Avacalha, avacalha.
Esculacha, capital!
Na quinta-feira 12 à tarde chegarão 32 pianos de Shangai para serem despachados na sexta-feira 13, no almoço.
Vamos dobrar o turno com a cara enfiada em 32 pianos chineses.
Agora pode chutar minha cara e fazer coceguinha no meu pé, capital.

Fotos que eu gosto de bater



Velhinha olhando turistas - Takayama shi, Gifu ken
















Mais fotos no Facebook.

Um gato chamado Tofu

Tem a e tem a Mamilis que é meio terrorista de filhote de tartaruga do projeto Tamar.
Não, ela não é anti ecológica, mas imaginou um gato ali no meio das tartaruguinhas correndo na praia para irem todas surfar. Mamilis também é Globo Ciência.
Santo post inesquecível, Batman.
Tem uma gata chamada Tuka que mora num escritório.
Só nas idéia dessa gente maluca - lê-se Rê - a gata ia se chamar Tofu.
Ou Shimeji.
Ou Gohan.
Se um dia eu tiver um gato aqui no Japão, vou dar o nome de Alface.
Ou Hot Dog.
Ou Piripaque.
A Rê é de Santo André, tem um blog e dá risada. A Mamilis é mãe.

Pé na estrada

Uma roda na mão e quatro no chão.
Óleo, pneus calibrados, tanque cheio, reserva confirmada.
Óculos escuros, céu claro.
Ao norte, ursos polares. Ao sul, a linha do Equador.
A leste e oeste, o caminho do sol e dos ventos bossa nova.
Trilha sonora diluída bebop Lenine Zeppelin e os olhos tristes de Chet Baker.
Fotos fotos fotos.
Navegar é impreciso.
Já volto.

Mondocani e a copa do mundo

Mondocani viu que mataram o Bin Laden.
Mondocani leu que mataram o Bin Laden.
Mondocani assistiu que mataram Bin Laden.
Mondocani não entendeu muito bem porque esse é o assunto do dia no mundo todo.
Para Mondocani, soa como notícia velha.
A crise financeira e econômica ianque é tão complexa e insuportável que parece que eles arrumaram uma copa do mundo para comemorar tiros como se fossem gols e brincar de panis et circences.
Mondocani agora entende o termo "morte súbita" no futebol.
Mondocani assistiu na tv os gritos e urros nas esquinas ianques como se a-taça-do-mundo-é-nossa.
Em 2001, Mondocani chegou para trabalhar e a tv da empresa estava ligada com imagens ininterruptas do avião batendo na primeira torre em Nova Iorque.
Mondocani achou que era o novo filme da série Duro de Matar.
Em 2006, Mondocani viu as cenas gravadas por um celular mostrando a execução de Saddam Hussein.
Hoje, 2011, o presidente ianque disse que a justiça foi feita.
Mondocani sabe que o olho por olho do código de Hamurábi parece ser tão usual e natural como há quase 4000 anos, mas não nas palavras do grande líder do ocidente livre e democrático.
Mondocani ri por dentro.
Mondocani sabe que a Babilônia só mudou de nome.
Mondocani pensa assim porque Bagdá fica na Babilônia e acha que dizer que a Babilônia mudou de nome não é citar a América como a causa e origem de todo pecado do mundo, segundo religiosos ortodoxos de todas cores.
Mas historicamente, cita Mondocani, a Babilônia, os persas, Hamurabi, Nabucodonosor, os jardins suspensos, a crescente fértil, as primeiras páginas dos livros de história, o jardim do éden, Ur, a terra de Abrão, tudo ficavam entre o Tigre e Eufrates, ou seja o Iraque, Bagdá.
Parece notícia velha, diz Mondocani.
Mas a final da copa do mundo foi no Paquistão que é pobre feito um Paquistão, mas eles têm a tecnologia da bomba atômica e a bomba atômica, além de terem dado abrigo ao terrorista morto e depois dedurarem seu cafofo.
Que não era o mesmo do Casseta.
Mas são todos dedo-duros, traidores, duas-caras, resmunga Mondocani.
E mesmo que um pútrido feito Bin Laden seja odiado por grande parte da humanidade, dizer que sua morte foi um ato de justiça é regredir em algum ponto entre o ancestral macaco que saltou da árvore para ser bípede e o bípede pelado que se veste para não sentir frio feito seu ancestral macaco num instante anterior, ainda quadrúpede.
Mondocani não acredita em pena de morte.
Mondocani acha que as pessoas que usam do argumento "e se fosse com seu filho na torre, você não mataria?" para justificar a morte de um homem - mil vezes odiado odiado odiado odiado, que seja - são pessoas propícias para apertar qualquer gatilho.
Quando um homem morre, é como se uma biblioteca inteira se incendiasse, Mondocani leu isso em algum lugar.
Para Mondocani, até mesmo Bin Laden mereceria um tribunal. Mas não foi assim porque a realidade não é assim, suspira Mondocani.
Que me importa, pensa Mondocani, o dia está ensolarado, a família com saúde, tem pizza congelada no micro e preciso lavar o carro.

Lista de brasileiros e latinos desaparecidos no Japão - Cruz Vermelha

http://www.familylinks.icrc.org/wfl/wfl_jap.nsf/DocIndex/locate_por
Link da Cruz Vermelha

http://www.ipcdigital.com/br/Noticias/Comunidade/Tokyo/Lista-dos-brasileiros-e-latinos-desaparecidos-no-Japao-de-acordo-com-a-Cruz-Vermelha-_01052011
Link da IPC Digital com a lista pronta

Há pessoas de Nagoya, Hamamatsu, de regiões que não foram destruídas ou afetadas diretamente pelos cataclismas e usina nuclear.
Estariam passeando, visitando parentes e amigos, e deram azar?
Ou ao transferirem-se de província, não atualizaram os documentos?