Deixa de bobagem


Agora é aquele papo furado.

A moça morreu, nossa que pena.

Mas do jeito que ela andava nas manchetes policiais e em revistas científicas - lições de química - ia dar nisso, afogada na banheira.

Foi pro céu, foi, não foi, gente boa, gente boa todo morto vira.

Dizem que ela tinha um vozeirão, que marcou uma geração.

Uma ova. A única pessoa chata que devia ter toda a coleção da Whitney era a Céline Dion nos anos 90 que abria o bocão e ficava sustentando a nota até encher o saco e a gente ter que abaixar o volume.

A gente não por que eu nunca escutei nada inteiro dessa queixuda.

Ah, tinha - tem - a Mariah Carey que também se arreganha sustentando notas e até hoje não sei porque isso é importante numa canção romântica.

Pra imitar o Freddie Mercury?

Não, o som dela era um saco e ela foi pro saco e o que me enche o saco é ver todo mundo fazendo loas por ela.

Quando estava viva, seus discos estavam no saldão das lojas, nem dvd tinha, o que ainda se encontrava ainda era em video cassete.

Eu sei porque no sebo que eu fuço tem meia dúzia de shows e aquele filme em vhs. Faz muitos anos e o preço é meia moeda do Haiti, se muito.

E todo mundo fica falando/escrevendo a mesma ladainha:

- Eu não gostava, mas que voz, hein?

Uma ova. Deixa de bobagem.

3 comentários:

rnt disse...

tem um círculo no inferno especial pra quem faz esse tipo de música chata do inferno.

KS Nei disse...

Se fosse o Yabadaba Buda (com voz de Mestre do D Carradine), diria:

- Nos confins do inferno de A-xé, há 10 mil trombetas para calar essas bocas.

Bem disse...

Segundo o The Guardian, a Sony subiu os preços dos dicos da falecida.


http://www.guardian.co.uk/music/2012/feb/13/whitney-houston-album-price?CMP=twt_gu