Festa Virtual



Tocamos John Coltrane, Beth Carvalho, Led Zeppelin, John Pizzarelli e Dave Brubeck. Mas foi silenciosa como são as festas mentais.

As orquestras mentais também são silenciosas. Podemos ver o regente tresloucado intensificando uma passagem com bemóis sorridentes e gritantes. Ver a dança dos arcos dos violinos suados com seus calores e podemos ouvi-los sem que haja um único som no espaço físico que sugere a imaginação.

Creia, há uma orquestra entre nós neste ligeiro e privativo instante que pactuamos, páragrafo e leitor.

Eita porra, é a tal da arte mútua.

Mas é claro que eu gostaria de rir junto com todos vocês; copo na mão, andando numa praia, correndo no jardim, sentados numa mesa, largados numa sala, tomando chimarrão, cozinhando uma polenta. Qualquer coisa, qualquer lugar.

Com alguns as piadas seriam tão velhas como são as árvores e as pedras. Com outros, inventaríamos tantas novidades e mentiras que virariam verdades e seriam eternas como são essas noites entre amigos.

E aos poucos, no chegar das horas, no final do dia, todos levariam consigo um pouco dessa alegria que estou sentindo.
Assim, concluimos o pacto, ele dura outros 364 dias.
Reais ou virtuais, a gente se vê.

Obrigado pelo carinho.

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