Na sombra do varal

Varal de lenços com mantras tibetanos em Shimoda, Japão, para que a oração escrita siga com o vento que ali bate e abençoe a quem se refrescar.



Poesia é uma coisa muito viva com uma raiz muito profunda e pernas grossas e finas e diapasões em LA absoluto afinando as sensações com seus periscópios multifacetados procurando a sua origem,

porque isso afirmo,

de onde vem, nunca sei não.

Mas ela dura uma ou duas eternidades se finalmente lida e respeitada. Até mesmo expurgada, o que é em vão.
E sai no vento feito oração tibetana amarrada no Himalaia. Até mesmo no quintal.

Macumbinha de monge careca tocando tambor pulando descalço numa tarde de quinta-feira.

No solo os passos da dança do frevo de canções desconhecidas. No pó colorido desenham mandalas e esperam as estações passarem, como é e sempre será.


2 comentários:

Su Palanti disse...

Gostei muito de sua "definição" de poesia em forma de poesia... Cadenciada, quase musical. Parabéns!
Um abraço.

Rita Almeida Pinto disse...

Bom poder estar aqui!
Besos