Onde todo mundo é ninguém

Onde está o passado?
Os cheirosos homens de negócios?
Os carros de muitas portas, botões e brilhos?
A ralé?

Onde estão os prédios de vidros tensos?
As bonecas de pernas abertas?
As figuras de honra e terror?
O camelô?

Onde moram os disso e daquilo?
Onde plantam orquídeas e impérios?
Onde gozam sem gota de amor?
O perdedor?

Todos, todos!
Ninguém, ninguém!

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