Reencontro anunciado



Toda vez que eu volto do Brasil, trago muitos livros.
Como as empresas aéreas nos dão o direito a duas malas de 32 kg, saio no lucro.
O problema é que chego em casa e vou ajeitando os livros nas estantes, onde tiver espaço, daquele jeito. 
Fiz isso em 2010 logo que voltei, depois dei uma organizada e outra mais recentemente. Nessas mexidas, com os títulos mudando de lugar, sempre some um ou outro que ainda não li. Não é sumir de puf!, é sumir de ir parar nas prateleiras de baixo, que são as piores para ler os títulos na vertical.
Aconteceu isso com esse aí em cima. Deve ter mais por aí. 
Achei-o no Sebo da Visconde, um dos meus lugares prediletos em São José dos Pinhais. Já disse isso, gosto de dizer isso. 
Nem lembrava dele. Tinha uma ligeira impressão que tinha mais um Drummond por aqui, mas era como se fosse um sonho de cochilo, uma imagem etérea distante, uma lembrança esfumaçada como são algumas depois dos quarenta.
Foi uma grata surpresa. Agora é saborear.



Só para constar, terminei de ler esse.
A gente escuta uma canção dele e cria as nossas próprias construções, folhetins, Genis.
Quando alguém se propõe a organizar uma publicação assim com outras tantas percepções e entendimentos, nos faz lembrar da diversidade possível e impossível que a lírica, qualquer lírica carrega.
Essa é a grande roda-viva para lermos e escrevermos mais.
Também é legal pra matar saudades, desempoeirar o acervo, gastar a agulha da vitrola e encher o ar de Chico Buarque.


Um comentário:

André Foltran disse...

É sempre bom reencontrar um livro, inda mais um Drummond - amo isso!.

Gostei de conhecer teu blog - que vim estar pelo nome, estranhamente criativo. Já estou seguindo...

Grande abraço,
André