Aqui

Pode crer.

A Estrovenga dos Corsários Efêmeros.

Se não fosse o control-c, nem eu não ia saber mais o nome desse troço aqui.

Npc artes significa núcleo de pesquisa em cultura e artes





Todo espaço é grande e deve ser preenchido, parece ser uma lei da natureza do universo.

Não importa ter um espaço por ter, todos ocupam um espaço: maior, menor, cabível, infalível, insinuante.

Algumas pessoas o têm e o ocupam apenas com ar. Com falsos e grandes ares de quase. 
Ou menos ainda, com solidão e insatisfação e fazem disso uma vida. Isso é uma proeza generalizada, o que nos torna cúmplices do grito estancado de cada pequena alma de olhos macambúzios.

Espaços são vitais para voos e saltos. Para árvores e flores, vozes, pensamentos e emoções.

Cenas.

Alberto e Déborah preenchem um espaço imenso no Cambuci contra os macambúzios que proliferam pela cidade.

É um oásis onde pássaros e idéias voam pelas paredes e fazem corações sentirem e cabeças pensarem e homens e mulheres correrem pelas escadas e salas em busca de mais idéias e emoções. 

São gigantes passos dados pela satisfação das palmas no fim do dia.

Nada se compara ao final do dia sorrindo. Só outro dia começando para preenchermos mais espaços para mais pessoas, pássaros, canções.

Eu canto por e ouço os tambores de seus corações retumbando arte e arte e arte, assim como quer o sol.

Obrigado.

High tech X tv preto e branco

Cheguei do almoço, o Sho (chinês) e a Aki (japonesa) debatendo com seus I Phones em riste quem era o ator mais bonito, um chinês X ou um japonês Y.

Me pegaram pra voto de minerva, então, qual é mais bonito?

Falei pra Aki escreve ai no Google M-U-S-S-U-M.

A cara dela é inesquecível. A do Mussum também.





Yeahzis.

Ai, ateus

Eu não acredito em fantasmas, deus, deuses, anjos, demônios e sacis. Nem em espiritismo, magia branca, forças do bem e do mal. Não sei se vou morrer. Pode ser que sim, ou não. Provavelmente sim, as estatísticas comprovam, quem nasce foi feito pra morrer, é uma questão de tempo, curto, grosso, longo, chique, fino, casual.

Mas não vejo nada de mal em acreditar. Já acreditei e vi coisas acontecerem na minha mente que só o inexplicável explica. Coincidências brutais que só qualificam a palavra, dando ênfase e decuplicando o significado do que pensamos ser apenas coincidência.

Mas deixei de acreditar e não sei porque. Pode ser que o racionalismo desse século tenha cortado a mística que aprendi e gostei.
Também pode ter sido ilusão juvenil. Basta ter uma utopia no final do capítulo e milhares serão comunistas, socialistas, istas istas. Até mesmo ateus, agnósticos, não-crentes, ateístas (?).

E os jovens, em sua maioria, sempre aos bandos, crentes e não-crentes, raramente solitários como um lobo na estepe, como diria Hermann Hesse em "O Lobo da Estepe" - que não é um livro sobre crenças, mas sobre solidão.

Até para ser ateu, cria-se uma organização com estatutos e ideais contra a existência de deus.
Na verdade, eu vejo como outra religião, sem rezas, sacralizações ou lendas, mas organizada para que seus membros tenham argumentos pré-fabricados para apenas não acreditarem em deus.
Tão pré-fabricados como os que acreditam.
A negação de uns é a afirmação de tantos outros. Uns não existem sem os outros.
Negar a existência de deus não significa ser oposição sistemática aos que acreditam em deus. Isso me parece querer politizar e racionalizar uma forma de pensamento que passa apenas pelo crivo da emoção.

As pessoas que acreditam em deus, elas sentem deus.
Os ateus não sentem. É simples.
E ambos estão com a razão.

The Migo's Day

Não comemoro todos amigos num dia.

Não dá, todos moram longe.

Mas comemoro alguns todos os dias.

Em algum momento do dia, a imaginação engrena e faz um filminho com esse.

Depois aquele.

E assim vai.

O dia passa e os todos dias passam filminhos.


Na verdade eu ia falar de chá de jasmim

O que sustenta a cabeça é o pescoço. O que realmente sustenta a cabeça é pensar e pensar e pensar porque não cansa. Tem gente que pensa que cansa. O que cansa é sustentar a cabeça de forma errada, posição incômoda, travesseiro muito alto, braço de sofá, ficar olhando pro umbigo por duas horas ou passar a vida trocando lâmpadas feito o mito de Sísifo, só que ao invés de carregar uma pedra morro acima pra ela rolar morro abaixo pra ir lá buscar etc, trocar lâmpadas teto acima. E troca e ela queima e troca e ela queima. Porra, que merda.
Tem a coisa de comer banana e não sentir cãimbra por causa do potássio que a fruta contém. Deve ter um remédio simples desses para torcicolo, chupar mixirica, mastigar talo de abacaxi, comer salmão frito no azeite, usar xampú para torcicolo na nuca.
Um cara me ensinou que para curar torcicolo tem que esquentar o pescoço. E não pode ser salonpas ou esfregões na nuca porque esfregão na nunca não é aconselhável por que a pele é fina e a fricção pode irritar até a vermelhidão. O cara me ensinou que tem que levantar o braço num ângulo de 90 graus com relação ao corpo e começar a abrir e fechar as mãos rapidamente até que o calor passe para o braço, depois os ombros e aqueça os músculos e nervos do pescoço de baixo para cima, de dentro para fora. Perguntei por quanto tempo ele disse até a dor passar. Deve demorar. Preferi salonpas. Sempre lembro dessa receita maluca, mas nunca lembro da pessoa que disse isso. Acho que era sarro.
Teve uma vez que tive um torcicolo que durou dias. Fui num japa que fez clec e nunca mais. Depois que parei de fumar nunca mais mesmo.

Eu queria saber quando foi a primeira vez que pensei. Não um assunto sério, coisa de adulto invejoso e triste, nada disso. Queria localizar a primeira associação de idéia e emoção que formei por mim mesmo. Não vale  teta de mãe > refeição > amor > satisfação > falta de satisfação > Freud. Foi bem depois disso. Mais ou menos quando a gente descobre que laranja e amarelo tem um lance em comum, mas criança, sabe cumé, pinta leão de verde. Eu pintei de azul, então não deve ter sido nada com cores. Aliás, lembro bem desse leão porque foi num daquelas revistas para colorir e era de papel-jornal, e provavelmente eu estava com muita raiva, rasguei a revista inteira com lápis de cor Faber-Castell numa total falta de sutileza e tato na dinâmica dos traços.

O pensamento primal me instiga. Lá atrás, em algum lugar único e num momento totalmente interno e brutal como um cometa rasgando o céu ou um grito de mil vozes em uníssono, um pensamento racional se formou. E era meu.
Deve ter pintado uma dúvida em seguida.
E então chorei.

Sofá verde

Verde verde. E não é dos sisudos.
Verde sapo Caco pra descombinar com a cortina laranja laranja.

Porque as paredes são brancas.
Porque amamos a cenografia de Almodóvar.

Porque sofá bege, preto, marrom e branco são
feitos de clichês e ainda têm os estampados que tentam.
Tem aqueles e tem outros.

O nosso será verde e logo vai chegar.

Sonhos (Hoje li um troço do

Os sonhos carregam a alma e a alma é aquilo que a gente fala fala fala e não diz nada assim que saia do lugar ou que seja próximo de algo possivel de entender tocar relaxar ver saber que está por aqui dessa maneira cândida e real como só acontece em poesia ou filme se bem que em teatro é possível se a alma tiver nome de Alma e for um personagem entremeando alguma história mesmo que essa não venha com o enredo óbvio de morte e vida e retorno e vingança ou conselhos porque alma não foi feita pra aconselhar ou se vingar e isso é uma coisa que as pessoas ligadas a religiões perturbadoras e perturbadas que acham que almas virão para assar o pão que o diabo amassou e depois deixar na mesa para que comamos bocados como bobos e tolos inocentes como se fosse o nectar dos vitoriosos o que é uma balela porque alma não tem noção de vitória ou derrota como meio de vida vixi alma com meio de vida é a fantasia mais perfeita para depois de morto pois sempre me ocorrem dores nas costas imaginando a eternidade deitados eu alma carne vísceras ossos e depois se as carnes e ossos e eu-alma ali deitado vendo um programa de televisão chamado "Sua Vida - não saia desse canal" e de repente explode uma onda de excitação através da coluna vertebral que não existe mais até chegar no meio da cabeça que também não existe só o crânio e se espalhar confundindo a palavra sorriso com o ato do sorriso o orgasmo com o ato do orgasmo o banho com o ato da água sem delongas a tristeza que guardei bem guardada naquele canto obscuro da mente mais tenro e livre triste porém que será a gota que desabrocha as primeiras lágrimas de saudade do que é vida essa coisa inteira vida seja árvore fruto caule legume bicho bichos todos bichos até aqueles que só servem pra voar pra bem longe do párabrisa do meu carro que no verão costuma mas não todo dia entardecer lotado de merda porque os bichos que voam perto resolveram ali cagar espalhafatosamente porque o objeto em questão não o alvo mas o bólido vem de alturas superiores a dezenas de homens em pé empilhados uns em cima de outros e tanto lugar pra cagar acertam bem em cima do vidro e do lado do motorista para num ato falho ligar o limpador e espalhar e deixar o vidro borrado opaco imundo disso que a gente faz questão mas nunca ruidosamente porque na sala tem visita e a visita tem ouvidos ou vira e mexe a gente na casa dos outros tem sempre uma horrorosa sensação fora de hora por isso minha mãe sempre me ensinou a cagar antes de sair de casa seja ir pra padaria ou ali jogar bola com os moleques porque não dá pra deixar de cabecear uma bola no ângulo porque pode borrar as cuecas não que eu cagasse toda hora que saísse de casa mas ela dizia essas coisas que só mães dizem e só filhos escutam porque é do lar falar coisas assim nesse tom quase clínico maluco de intimidade enfim cansei de falar de merda e você de ler então quase mudando de assunto vou te dizer que chinês é bem louco no sentido mais bacana de ser bem louco porque eles têm as loucuras de cinco mil anos de civilização cultura e história desde comer gafanhotos fritos no espeto a sopa de ninho de andorinha ou aquele chá de jasmim cuja flor abre glamorosa dentro do bule transparente ou Lao Tzu ou Muralha enfim chinês sabem soltar fogos de artifício e acham que o eclipse da lua é um dragão a engolindo pois fui perguntar ao meu amigo chinês como falava merda em chinês e ele ficou muito bravo comigo perguntando se eu ia ao banheiro pois esse tipo de conversa só se tem antes de ir ao banheiro eu disse ora bolas não foi bem assim na verdade eu disse porra mas merda é merda e todo dia faço então basta você dizer como é no seu idioma e eu fico quieto não falo mais nada desse assunto e ele ficou muito emburrado mesmo acabrunhado e ofendido depois eu falei pra ele xixi cocô xixi cocô fiquei repetindo assim mesmo bem criançola e ele falou what's this eu disse em japonês xixi cocô shonben kusô e ele me olhou com aquela cara de puta que o pariu esse cara não tem jeito mesmo e então pegou um papel e escreveu 糞便 eu olhei aquilo e pensei grande merda e era mesmo mas ele se recusava a dizer a palavra feia imunda que a gente dá descarga e eu comecei a contar uma história aquela que se a gente tá lá atrás do palco e alguém vai entrar em cena e se fosse nos Estados Unidos diríamos break a leg como sinal de sorte mas jamais podemos dizer boa sorte ou good luck porque na nossa esquizofrênica superstição artística na verdade traz um tremendo dum azar ele ficou olhando com cara assustada tipo onde esse cara vai chegar e eu disse que no Brasil dizemos merda e o ator não pode agradecer senão dá azar e ele ficou pasmo não com o não agradecimento do ator mas com o fato da gente dizer palavra feia imunda que a a gente dá descarga numa situação tão bonita que é uma pessoa entrar num palco enfim vencido e assustado com a civilização ocidental ele disse 糞便 fanbien ou coisa parecida na verdade é uma merda só.

Weather Report

Eu curto a banda. Mas não vou falar deles. Vou falar de weather report de verdade.
Não sei qual é o grau de confiabilidade numa situação que está por vir e é caótica e subjetiva, apesar de concreta.
Softwares elaborados resolvem equações complicadíssimas em fuderosos supercomputadores calculando e observando fenômenos estão na ponta de uma antena, na velocidade dos ventos, na umidade do ar.
Eu curto mesmo é assistir ao telejornal para ver o mano ou a mina do tempo. Geralmente o da NHK não erra uma. Apesar de estatal, deve ser por causa do salário.
Caras de televisão ganham bem para aparecer no horário nobre mesmo que seja por alguns segundos e que seja para falar gesticular atuar com um mapa que não está lá e que geralmente ele fala do norte do país e o dedo aponta o meio do Oceano Pacífico.
Aqui em casa, pelo computador, acesso três sites diferentes, todos usando os mesmos dados mandados pela base metereológica de Omaezaki. Iguais.
O que muda mesmo é o humor do técnico ou engenheiro encarregado de decifrar os gráficos e números apresentados.
É como se, por exemplo, o número apresentado fosse 4 (quatro)

e um diz
"um número menor que o infinito, mas maior que 3, sem passar de 5",

o outro diz
"algo entre 1 e 3000, muito próximo do 3 e 5",

e o outro diz
"quase 2, quase 3, quase 5, mas não é nenhum dos três".

Assim. Eles leem o 4 (quatro) assim.

Nem quando está chegando um tufão, eles entram num acordo.

Olha amanhã como vai ser.


Esse cara do canal do tempo (http://br.weather.com/weather/local/JAXX0116?x=12&y=13) é o pessimista. Quando ele escreve tempestades esparsas, vai ser nublado com uma gota na lente dos óculos. É do suor do mormaço.
Acho que ele vive com uma tia que foi tocadora de tuba no exército da salvação. Ela faz sopa de galinha dia sim, dia não e chupa a pele que vai acumulando na borda do prato. O pão é integral, daqueles que se esfarelam quando a gente passa margarina, mesmo as que ficaram fora da geladeira.
Ele tem um chaveirinho mini-isca-de-pesca-esportiva-do-Pantanal-1993 que usa até hoje. Tem as chaves da lambreta, de casa e do armário da academia que ele nunca mais voltou. Ficou assim, quer quer que chova na cabeça de todo mundo, assim como na dele. Pra ele o 4 (quatro) é 2 quase lá.



Esse tem um carrinho bacana, velho, mas cool (http://www.weathercity.com/jp/hamamatsu/).
Gosta de jogar xadrez com um velho chinês tomando chá de jasmim gelado.
Pratica tai chi chuan. Aliás, o velho chinês é o mestre. Estão na mesma partida há 4 anos, na mesma jogada há 7 semanas. É a vez dele.
É um cara realista e cético. Tem uma rotina previamente estudada e pratica algumas simulações aos domingos para não pegar o rush da segunda.
Pra ele o 4 é quatro e pra que perguntar isso, moço?




Esse aqui arrumou esse trampo (http://tenki.jp/forecast/point-1049.html) porque o bico que ele tava fazendo no jornal do centro academico estava acabando com os pulmões dele por causa daquele cheiro de mimeógrafo na sala. Um dia ele quis fumar um cigarro e quase botou fogo na entrevista do vice-reitor prestes a dar um golpe de estado no reitor.
Foram demitidos, ele e o vice.
A prima disse que tava ficando com um cara num site que precisava de alguém que entendesse de números. Batata, começou no dia seguinte e tudo que ele fazia era clicar na chuva ou sol ou lua ou guarda chuva com nuvem chovendo forte  ou nuvem com guarda chuva fechado ou bonequinho de neve ou sol com chuva.
O que ele mais curte é olhar pela janela e sentir o sol. Por isso, quase todo dia é ensolarado para ele. Mesmo quando o que mora com a tia diz que o weather será de tempestades esparsas.

Eu acredito nos três. Faço um balanço, abro a janela e vou na raça.
Prestar atençao em canal do tempo é igual horóscopo, o máximo que pode acontecer é chover na tua cabeça.

Festa Virtual



Tocamos John Coltrane, Beth Carvalho, Led Zeppelin, John Pizzarelli e Dave Brubeck. Mas foi silenciosa como são as festas mentais.

As orquestras mentais também são silenciosas. Podemos ver o regente tresloucado intensificando uma passagem com bemóis sorridentes e gritantes. Ver a dança dos arcos dos violinos suados com seus calores e podemos ouvi-los sem que haja um único som no espaço físico que sugere a imaginação.

Creia, há uma orquestra entre nós neste ligeiro e privativo instante que pactuamos, páragrafo e leitor.

Eita porra, é a tal da arte mútua.

Mas é claro que eu gostaria de rir junto com todos vocês; copo na mão, andando numa praia, correndo no jardim, sentados numa mesa, largados numa sala, tomando chimarrão, cozinhando uma polenta. Qualquer coisa, qualquer lugar.

Com alguns as piadas seriam tão velhas como são as árvores e as pedras. Com outros, inventaríamos tantas novidades e mentiras que virariam verdades e seriam eternas como são essas noites entre amigos.

E aos poucos, no chegar das horas, no final do dia, todos levariam consigo um pouco dessa alegria que estou sentindo.
Assim, concluimos o pacto, ele dura outros 364 dias.
Reais ou virtuais, a gente se vê.

Obrigado pelo carinho.

Corinthians

Amanhã faço 47.


Em 1982, na Copa da Espanha, um dia antes do meu aniversário, o Brasil perdeu em Sarriá para o Paulo Rossi.
Hoje os espanhóis são campeões de tudo.


Em 2012, um dia antes - aqui, por causa do fuso horário - Emerson Sheik lavou a minha alma, 30 anos depois, com dois gols de campeão.




Do mesmo lado que o lateral Super Zé Maria cruzou em bola parada em 1977, o Alex. também de bola parada, ligou o chuveirinho, Sócrates baixou na área, Danilo encorporou o Doutor por 3 segundos e meteu aquela de calcanhar para o Emerson amortecer no peito e fazer um.




Num erro de saída de defesa, Toninho Cerezo entregou o terceiro gol aos italianos em 1982. Erro bobo. Se ele toca pro outro lado, hoje a gente seria hexa.






No mesmo erro, mais crasso e grosso, o rapaz ali de azul, agora e para sempre vice, entregou para o Sheik das Américas dar um tapa e correr correr correr e correr até que o gol surgisse como uma aparição, um alvo, o alvo, a certeza, o abraço, o grito, meu grito, as lágrimas, minhas lágrimas, nossas lágrimas.




Até em futebol de botão a gente canta o hino do Timão.


Agora aguenta.



O Brasil é Argentina


O Corinthians não representa o Brasil na final da Libertadores. Ele representa a Sua Torcida e a si próprio.

O Brasil não gosta do Corinthians e pronto.

Gente idiota


Tem gente idiota por aí. Por aqui também. Ainda bem que não são a maioria, mas todos estão vivos. Os idiotas mortos não contam nas estatísticas, já morreram, não deixam saudades.
O foda de um idiota morto é que por causa de um fenômeno que ocorre no velório, todo idiota morto esticado no caixão vira gente fina. Merece até oração, flores, deus. Idiota morto merece deus, é mole?
Não sei se deus merece idiota morto. A recíproca não é justa pra nenhum dos dois.

Idiotas sobrevivem ao esculacho. Parece que riem por dentro.
Idiotas não têm ego, não sabem o que é isso.
Um idiota profissional não é o pernilongo zumbindo no ouvido.
Ele é O zumbido.
Pernilongos não são idiotas.
Idiotas são pernilongos.
E pousam na sopa.
Ou daqueles que resolvem te chupar o sangue da pálpebra.
Já te aconteceu isso? O olho fica inchado, fica ruim de abrir ou fechar, piscar.
Isso é coisa de idiota.
Idiota parece burro.
Ele pode não ter ego, mas burro não é.
É idiota.

(Dedicado a uma idiota que trabalha comigo. Sem nome ao boi - ou vaca).