Minha Rua














Minha rua não tem nada,
Tem a rua,
Tem as casas
E no meio delas
Tem calçada.

Minha rua não tem fronteiras,
Nunca acaba por que começa outra
E mais outra até que acaba no mar
E chega.

Na minha rua passam pessoas,
Carros, cães, vacas,
Cavalos e carroças que me transportam
Para a infância na zona leste
Onde o leite era na garrafa de vidro
E o leiteiro vinha de carroça
Badalando um sino.

Três moleques empinam no vento que vem do mar,
Na minha rua cabe qualquer infância,
pode chegar.

Um comentário:

Thais Aguiar disse...

Que lindo! Deu vontade de chegar...