NATAL UM DA ERA DE AQUARIUS


I
Nunca assisti o Roberto na Globo, nem hoje, agora. Mas daqui do quintal, ouvindo a tv, é o mesmo show de sempre.
Sem deméritos por isso. A festa dos funcionários da Globo tem o Rei por protagonista e ele não precisa provar mais nada, canta o que escreveu, set list pra agradar milhões, todo mundo conhece todas. E das antigas, a fase soul, como não gostar?

II
Desde 1989 não passava as festas no Brasil. É o calor, magnânimo calor. Lembro de porres homéricos no inverno japonês. Outros tantos no verão tropical. Não se faz um final de ano só na birita, mas fiz quando o fígado era jovem e prendado. Prendado, nem tanto, mas mais solícito e menos bundão.

III
O Natal não é feriado no Japão, não há tradições cristãs. Passa-se em branco, ou eu o passava. A grande festa é o Ano Novo e é totalmente indoor.  É o frio, magnânimo zero grau.

IV
Voltar pra casa e ver, comer, beber e rir com a família no quintal. Nada mal. É o calor, magnânimo amor.

V
Quero amanhecer 2014 na praia, ver o sol, ver Iemanjá nos cânticos e nos olhares. Todo mundo fica melhor de bermuda, ou pelo menos, sente-se melhor. Então tá, bermuda, cerveja, praia e a sensação de que tudo pode ficar melhor. Parece letra do Jorge Ben. Faltou a morena na canção e isso não é apenas uma licença poética.

VI
Vinde a mim o céu azul, disse a pipa. Ventos fortes do litoral te elevam nas mãos do garoto descalço. Bons ventos me trouxeram aqui a bordo de uma grande pipa com cineminha. Espero nunca mais esquecer esse momento, não do cineminha, mas agora agora aqui. Espero nunca mais ficar longe desse momento.


Bons momentos a todos em 2014.

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