Da Bahia

Um chapéu-de-sol faz sombra para uns dez e não deixa passar nada, nem o sol. Do outro lado da rua tem três. É o dark side. A molecada sobe naquele para ver onde foi o voadão. Conseguem ver quintais. Se subirem agora vão me ver aqui sentado falando deles.

Fico sentado na Bahia, a espreguiçadeira.

Em frente ao restaurante do Dionísio tem muita sombra também. Tem sombra de abacateiro, pessegueiro, pinheiro e pau-brasil. Tem muito mais. O Dionísio diz que enquanto estiver vivo, elas ficam de pé. Vida longa ao Dionísio.

Da sala da minha casa dá para ver o abacateiro, soberano. Quem viver, verá.

Pois o chapéu-de-sol. Tem um cara aqui na rua que tem um poodle e que não gosta dos meninos empoleirados na árvore. Podou galhos, fez um ao redor de pedras. Deve ter suas razões. Vai ver, caiu feio. E continuam subindo.

Tem um colibri que passa as manhãs nessas sombras. No telhado da casa em frente pousam quero-queros, pombas e rolinhas. Às vezes, urubus. O resto, por ignorância, chamo de tico-tico. Seguindo em frente estão as gaivotas, mas isso é outra história.


Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Passando pela net encontrei o seu blog, estive a folhear achei-o muito bom, feito com muito bom gosto.
Tenho um blog que gostava que conhecesse. O Peregrino E Servo.
PS. Se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais faça-o de forma a que eu possa encontrar o seu blog para o seguir também.
Que haja paz e saúde no seu lar.
Com votos de saúde e de grandes vitórias.
Sou António Batalha.
http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/